domingo, 7 de fevereiro de 2010

Mind the steps...

Só sei que nada sei...
Só sei que nada sei sobre mim neste momento...
Às vezes sou empurrada para esta queda livre em câmara lenta! Caio como se não pesasse e sem temer o chão que não vejo...
Sinto-me pressionada para agir. Mas movimentos em queda, que só tocam o ar...são movimentos em vão; não sou pássaro para voar!

Quem me dera adormecer nesta queda até sentir o chão, levantar-me e ter tudo no sítio...até as ideias!

Que mal tem andar à deriva de vez em quando?
Ando às apalpadelas? Ando!!!

É desculpável perdermo-nos dentro de nós...tamanha imensidão dá lugar a contratempos.

Olham-me como se tivesse nascido com todas as respostas para os meus sentimentos, como se por serem meus tivesse a obrigação de saber defini-los...

Eu digo que não!

Mas, de momento... nada sei!


Print by Jeremy Prasatik

11 comentários:

Catarina Santos disse...

Joana,tudo o que descreves não é novo para mim. Talvez em determinadas alturas da nossa vida e especialmente por determinadas pessoas acontece sentirmo-nos assim...como que perdidas por entre a nossa imensa vastidão, mas igualmente pelas emoções sentidas, que nem sempre são decifráveis aos olhos do nosso coração e que nos deixam assim, vagueando e à deriva, mas sentido...sempre sentido, mesmo que não se saiba exactamente dar-he um nome!
Descansa, vai passar!
Até lá, vais descobrindo por entre as apalpadelas ;)

Beijinhos!
Catarina

Joao Rai disse...

Ás vezes ficamos ali no espaço entre os espaços, a beber chá de carqueja com faca e garfo de esmalte enferrujado. Enterramo-nos nos sofás à espera que a vertigem passe, como se tivesse-mos acabadinhos de sair da maquina de lavar. O segredo é não ter medo daquilo que a vida vai abandonando nas margens do seu curso, a culpa não existe sentimos o que sentimos porque a vida quer assim. Nós e esta nossa mania de controlar a vida com comandos de consola barata. Não vale a pena enxovalhar a pituitária e vestir o palhaço de cangalheiro pintando-o de tons cinzentos. Tomates do padre Inácio a vida é linda e hoje sol. Se Deus também sangra é normal que possamos também nós deixar escorrer umas gotas...

Anónimo disse...

olá Videl!

Como de costume gostei imenso do seu comentário, doce, ternurento! Parabêns!

As minhas desculpas mas não posso deixar de responder ao seguinte:

João!
Adorava conhecê-lo....e sabe porquÊ??? porque uma pessoa que diz que a "culpa não existe" é única, perfeita, e como até à data nunca conheci niguém perfeito!!! é por isso!!!

Uma pessoa que diz que a culpa não existe é porque deve ter muito medo de assumir os seus erros, e mais deve ter medo de pedir DESCULPAS.

Todos cometemos erros que nos levam a ter sentimentos de culpa mas para isso devemos fazer sempre algo para que esse sentimento se esvaneça e como? Se foi com alguém pedirmos DESCULPAS, se foi conosco tentarmos perceber aonde é que errei ou o que não fiz para que possa fazê-lo e não ficarmos com o que se chama "Culpa" de não o ter feito, por isso é que muitas das x dizemos:Para a próxima farei, direi....

A vida de facto é linda e temos mesmo que a saber viver em pleno, mas infelizmente/felizmente com alguns precalços que são erros que nos levam por vezes a sentir culpas dos mesmos mas assim é que aprendemos, crescemos!

Sabe erros/desculpas são palavras que a maior parte das vezes devem estar interligadas, pois uma desfaz e a outra atenua!

Videl um beijinho grande e DESCULPE!

p.s - sou as "meiasaltas" mas como algo não estava a funcionar teve que ser "anónimo"

Joao Rai disse...

Olá meias altas é sempre bom ler as suas opiniões e pontos de vista, sempre tão perspicazes e argutos. Deixe-me dizer-lhe aqui bem claro que o estado de perfeição é utópico, por isso lamento desiludi-la mas também eu não sou o Sr. perfeito. Sorry  . Talvez não me tenha explicado bem, pois por vezes a escrita redonda que gosto de fazer leva a múltiplas interpretações. Qualquer das formas passo a explicar. A culpa é um conceito sociológico, filosófico se quiser, com interpretações e discussões em vários sentidos. Tem um sentido jurídico que não era certamente o que a Videl se referia no post , pois não a estou a ver a roubar a mala da velhinha da esquina ou a esfaquear o caixa do Pingo Doce e agora estar a sentir remorsos por isso (Videl se o fizeste acho bem que te sintas culpada). Tem um sentido religioso que penso que também não estava aqui em presente, pois pelo que entendo da Videl não me parece do género de alguém que vá a correr para o confessionário e logo de seguida rezar 300 avé marias e 24 pai-nossos pelo facto de ter tido a gula de comer 10 palmiers cobertos de chocolate Belga ao pequeno almoço. Logo o único sentido de culpa que estará aqui em causa será a psicológica, seja porque motivo for, considero que quando as pessoas têm “bom fundo”, têm carácter, princípios e valores bem estruturados e cimentados e não agem com negligência, não se devem culpar por terem feito ou pensado algo cujo o objectivo não seria prejudicar de forma deliberada a ele próprio ou os outros. Para mim que sou o ser mais imperfeito deste planeta apesar de não ser coxo ou maneta, a culpa só faz sentido existir quando fazemos algo premeditado, deliberado ou negligente em prejuízo do outro ou de si próprio. Caso isto não aconteça a culpa não tem razão de existir, o que não invalida que possamos de facto pedir desculpas, mas desculpas apenas por não termos tido a sabedoria, o conhecimento, a inteligência de ter feito as coisas da forma mais correcta, ainda que o correcto se apresente de vários ângulos, perspectivas, ética e culturalmente diferente para todos nós .
Meias altas um beijinho para si, gostava que escrevesse mais no seu Blog, pois gosto da forma como expõe as suas opiniões e da sua escrita.

Anónimo disse...

Videl!
Desculpe estar a usar o sue post para responder ao João, mas antes de o fazer tenho-lhe a dizer que o que escrevi não era nada relacionado com o que escreveu, aliás muitas vezes também ando às apalpadelas querendo por vezes uma “vela” que me ilumine. As ídeias misturam-se, complicam-se, geram turbilhinhos nas nossas mentes que mais parecem aqueles novelos de lã completamente emanranhados sem conseguirmos descobrir a ponta para os desenbaraçar. Mas com calma acabamos por achar essa ponta e o “ninho de ratos” acaba por ficar desembaraçado e tudo flui naturalmente. O não sabermos quem somos, ui quantas vezes isso não acontece, aliás enquanto aqui estivermos, será sempre uma intrerrogação, porque todos os dias acabamos por descobrir algo de nós escondido e que nos surpreende pela negativa mas também pela positiva. Olharem para si como se tivesse obrigação de ter todas as respostas para os seus sentimentos faça o seguinte: quando assim for, sei que saberá fazê-lo, olhe da mesma forma, talvez quem o faça reflicta e deixe de obriga-la a defini-los.
Resposta ao João: Que pena não ser Perfeito Afinal é mesmo uma utopia! Paciência! Mas fico contente por não ser nem maneta nem coxo (atenção que não tenho nada contra a quem o seja). Cuidado com a escrita “redonda”! Concordo plenamente consigo quando diz que a Culpa é sociológia e filosófica e que dá azo a múltiplas interpretações, oh se dá! Aqueles que agem com nigligência, não tem sentimentos de culpa! Considero-me uma pessoa e tenho a certeza que o João tb, com valores estruturados, com “bom fundo”, com carácter e principios (tudo valores que eu admiro imenso e especialmente prezo) mas sabe que a culpa faz sentido de existir e sabe porquê? Porque em algumas estapas da minha vida já fui negligente comigo própria e tive que sentir e viver com os ditos “sentimentos de culpa” mas é assim que aprendemos e crescemos. Com o João nunca aconteceu?! O correcto para si pode ser de facto o incorrecto para mim mas uma coisa em comum devemos ter de certeza, o saber pedir desculpas mais que não seja porque: ups desculpe não o vi!!!!
Como já me “estiquei”, desculpem alonguei, Videl parabêns tem aqui um belo defensor, sem dúvida! E por favor não coma tantos palmier com chocolate Belga logo ao pequeno almoço......eu adoro palmier’s e chocolate Belga, Francês, Português, mas em separado! Isto foi só um aparte!
Agora é mesmo terminar: será que posso considerar um elogio quando diz que os meus pontos de vista são sp perspicazes e argutos! Quanto ao escrever no meu Blog talvez, é que me falta inspiração e o saber escrever!
Beijinhos aos dois!
Videl, continue a escrever como escreve!

MA!

Catarina Santos disse...

Uff!!! No mínimo achei interessantíssimo ler os vossos "despiques ideologicos"...gostei da garra de cada um de vós, das vontades a pulsar-vos por cada um dos vossos poros...só me apraz dizer-vos: Estão "vivos" e recomendam-se!
Meias altas: parabéns pela enorme sensibilidade e perspicácia, especialmente na parte: «tem aqui um belo defensor, sem dúvida!».
Videl: um beijnho grande e continua a escrever como se "tu fosses eu". ;)

Beijinhos!

Catarina

Joao Rai disse...

Bem vamos por partes...

Não preciso de defender a videl, ela é uma mulher inteligente e maior de idade, saberá concerteza desembaraçar os seus próprios nós.

Meias Altas porque é que tenho de ter cuidado com a escrita redonda?

Meias altas não quero ganhar o caneco mas cometeu uma contradição:

"Aqueles que agem com nigligência, não tem sentimentos de culpa!"

e logo a seguir

"...em algumas estapas da minha vida já fui negligente comigo própria e tive que sentir e viver com os ditos “sentimentos de culpa”..."

Na minha perspectiva quem comete um acto negligente poderá a sentir-se culpado, imagine que eu bebo mais do que a conta e a seguir pego no carro e acerto mortalmente no yorkshire terrier da vizinha do 8ºD.....vou sentir-me culpado para sempre certo??? agora imagine que eu ia a 30km/h na estrada, completamente sóbrio e a cumprir todas as regras de trânsito e o pobre rafeiro se mete mesmo debaixo das rodas do meu oldsmobile num suicidio sanguinário. Será que eu tenho de sentir culpa por isso??? Posso sentir-me triste e com pena do bicho, mas culpa não.

Certo??

Beijinhos

Anónimo disse...

Videl!

Mais uma vez as minhas mas mesmo sinceras desculpas pelo quase "chat" que isto se está a tornar, mas prometo-lhe que sobre este tema será a última vez que aqui estarei, mas sendo mulher, teimosa e não gosto de ficar sem dar resposta seja ao que for não posso de deixar o meu último comentário.
Aqui houve uma falha minha que foi o facto de não ter dito que me refiro aquelas pessoas que praticam actos de maldade pelo prazer de o fazer, aqules que roubam pelo prazer de roubar, aqueles que agridem pelo prazer de agredir, esses sim agem por maldade, negligência e não sentem qualquer tipo de remorsos. Em relação à minha pessoa os sentimentos de culpa são em relação a mim não aos outros, e sim fui/sou negligente mas sem prejudicar ninguém, prejudico-me a mim própria unica e só.
Ainda quer levar o caneco?
Quanto ao cão! ainda bem que não tenho assim não tenho o risco do mesmo saír no seu passeio e apanhar com um oldsmobile como o seu....há e tb não vivo num 8º felizmente!

Certo??

Videl um beijinho muito grande, mais uma vez continue assim e desculpe, e se for como julgo que é não necessita de ninguém que a defenda, foi só uma "graça" (se a ofendi as minhas sinceras desculpas, pois estava longe disso!)

Até a proxima e prometo que não serei tão "chata".

Videl disse...

Olá a todos, peço desculpa pela demora!

Catarina: Obrigada pela força! Beijinho*

João: that's right: "Enterramo-nos nos sofás à espera que a vertigem passe, como se tivesse-mos acabadinhos de sair da maquina de lavar." lol Consegues sempre transmitir claramente o que queres dizer!

Meias altas: Não precisa de pedir desculpa, este espaço é vosso!! Além disso, pelo que li, têm os dois as ideias "no sítio"; assim, a vossa troca de opiniões é muito bem-vinda!

Mas lembrem-se que quando as pessoas lêem o que escrevemos fazem uma interpretação diferente da nossa!

Obrigada pelas palavras que me deixaram!

Não me senti ofendida por ninguém!

Peace and love ;)

Um beijinho*

Vigues disse...

Lindíssimo!
Não é para todos. O teu “nada sei” não se aplica de certeza à descrição do que sentes, que fazes na perfeição.
Quantos de nós nos perdemos nos sentimentos sem sequer pararmos para os sentir e escutar. Não é o teu caso, sabes bem como te sentes.
E agora a “piadinha”, porque como tudo na vida há que balancear, a um momento de melancolia fica sempre bem o riso tímido e disfarçado com a mão em frente da boca.
Sabes os sintomas e descreve-los na perfeição, vamos lá encontrar essa síndrome que não te deixa sossegar! Diferenciação, diferenciação! ; D
Ou então não!
Há sentimentos que apenas são para saborear. Tu saberás!
A tua escrita é uma delícia rapariga!
Um grande abrajinho e Bom Caminho!
P.S. - BOM CARNAVAL!

Anónimo disse...
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